Amor Imponderável


  Em meio à multidão, procuro inutilmente a cumplicidade do seu olhar.
  Seus olhos... sinto falta do brilho sereno e doce que emana das portas de sua alma...
  Não posso ver seu rosto, embora inúmeras vezes eu tenha jurado enxergar seu sorriso num lapso de delírio onírico.
  Um sonho acordado ou um pesadelo de ilusão?
  Tanta falta me faz, uma saudade intensa oprimindo meu peito...
  Você está tão longe e ao mesmo tempo tão perto...
  Invisivelmente palpável como o ar entre meus dedos...
  Para onde quer que eu vá me afasto e me aproximo de você.
  Habitante do meu coração, nem sei se você existe,
  E me pergunto se algum dia te aquecerei com o calor do meu abraço...

Súplica ao Criador


Oh Inefável!
Como é dura essa batalha que travo dentro de mim!
Não é fácil transpor os limites que minha ignorância consciencial me impõe!
Quantas vezes desde que Tu me criaste externalizei o amor que por mim dedicas incondicionalmente?
Tenho ciência do quanto sou egoísta em esconder dentro de mim o brilho que reflete todo o Teu esplendor!
Sinto Tua essência latente em meu Ser e por esta razão tenho a certeza de que algum dia me tornarei um verdadeiro filho do Universo.
Rasgarei todos os véus que me impedem de ser aquilo que Tu me fizeste:
Luz!

Espelho Interior

Olho no espelho e lá no fundo bate uma nostalgia...
De onde vim? De onde sou?
Tenho a impressão de que já me vi em algum lugar... ou será que não?
Aquela imagem refletida sou eu? Sinto que não... então quem é?
Que paradoxo! Eu me olho e não me vejo!
Quem sou eu? Eu me conheço?
De alguma forma sei que não sou estranho mas não me reconheço...
Quem és Tu que fala comigo mesmo?
Quem és Tu, ó enigmático Eu? Eu quase sei que Tu és Eu e Eu sou Tu.
Mas estou confuso... eu me olho e não me vejo...